DIGA SIM AOS NACIONAIS E NÃO À PIRATARIA DELES.

Dessa vez em forma de campanha desonesta e covarde, pois parte de quem não tem coragem de mostrar a cara. Segundo autores do facebook, e acredito neles, o arquivo é enviado em "PDF" pelo whatsapp ou telegram, aliás, nem sei o que é isso. Pior ainda, tem um post/campanha sem chamada para autoria, incitando o ódio aos livros nacionais. A partir do momento em que você joga nas redes sociais uma campanha desse tipo, quando a palavra de ordem é dizer não aos autores nacionais ou algo tipo "se não sou leitor, você também não é escritor", a criatura por trás disso, está incitando o ódio não apenas aos nacionais, mas à leitura em geral.
Pensemos: Você compra o livro físico não importa o preço, o e-book, lê, vai para as filas de cinema para ver o livro “em forma de gente”, passa a noite anterior e o dia na fila de uma livraria para uma sessão de autógrafos, passa fome, fica fedendo, grita por qualquer besteira, parece um(a) louco(a) alucinado(a),  aprecia qualquer porcaria que um estrangeiro escreve, mas o autor nacional é obrigado a distribuir totalmente "free" o que ele escreveu para você... por quê?
Apoio totalmente o desabafo de uma autora e de um "facebookiano". Essas pessoas por trás dessa campanha, são as mesmas que ousam criticar políticos corruptos, esquecendo que são igualmente desonestos. Se a Petrobras é dilacerada, o dinheiro dos impostos que pagamos é objeto de malversação através de nossos gestores públicos, não aplicando em construção de hospitais, escolas, estradas, por que só eles são ladrões, usurpadores? Uai! Tu, que não tivestes trabalho algum em criar uma história, se zanga com o autor porque ele não distribui sua criação e em represália, pirateias, fazes campanha contra...Tu também és usurpador, corrupto, desonesto. Logo, não podes reclamar de ninguém.
Já me manifestei aqui sobre essa pirataria desvairada. Minha opinião é a de que as acho pessoas desrespeitosas e caras de pau. Um livro físico pode até ser "caro" como produto final. Entretanto, devemos lembrar que por trás dele tem gente trabalhando. E não é apenas o autor que está ali dando a cara a tapa para as críticas, sejam boas ou ruins. Ouvindo um não seguido do outro das editoras. E muitas vezes, nem resposta, apenas o silêncio que despreza. Recebendo propostas indecentes de algumas para pagarmos o lucro deles de qualquer jeito, antecipadamente comprando 300, 500 dos nossos próprios livros, sob forma de “proposta irrecusável de bom negócio”, quando sabemos que é apenas mais um conto do vigário. Ora essa! Não sou vendedora, comerciante, nem tenho livraria, ou sebo. Sou apenas uma aspirante-a-autora.
Todavia, por trás das editoras de verdade tem o editor, revisor, capista, departamento de marketing, a gráfica, os funcionários da gráfica e por aí vai. Todos eles têm famílias e contas a pagar. Por acaso você gostaria de trabalhar em algum desses lugares, exercendo quaisquer profissões citadas acima e um belo dia chegar ao local de trabalho e ser chamado no departamento de recursos humanos para receber a notícia de sua demissão? A causa mortis da empresa seria falência múltipla de todas as possibilidades de manter-se exercendo suas atividades, por não mais conseguir se sustentar no mercado por falta de leitores, e também, a tecnologia haver atingido níveis inalcançáveis de pirataria e ela se viu incapaz de combater.
E aí, por outra via, nós autores(as) desencantados(as) com tantos "não", decidimos ser independentes e publicar no Amazon para ganhar uns centavos. Pagamos revisão, capa e o que tiver de pagar. E o retorno vem dessa forma. Campanhas imorais de pessoas de moral igualmente duvidosa, roubando nossos sonhos de maneira tão inescrupulosa.  Pois é, estou ficando velha e INTOLERANTE para coisas e seres humanos que não têm mais remédio. Talvez o "sincericídio" não seja bom e eu vá parar no limbo. Não me importa, eu sou católica. Esse meio de autores, livros, leitores, já me decepcionou o dobro de meu tempo de vida, bem como o triplo de meus 1,74cm. Continuarei escrevendo pelo simples prazer de criar histórias. JAMAIS ESQUECEREI E SEMPRE SEREI GRATA aos que compraram meu livro físico ou e-book, leram, gostaram ou não, deram suas opiniões, mas parei por aqui. Não sou tão boa quanto Jane Austen, Clarice Lispector, Charlotte Brontë (depende do ponto de vista, pois para mim Maria da Esquina pode ter escrito um livro que me agradou mais que qualquer um dessas aí. Não importa. Gosto de ler o que me agrada e “tô” nem aí para o que pensam sobre meu gosto musical ou de leitura).
Sei também que não sou nenhuma reencarnação de Sidney Sheldom, por dois motivos: 1. Ele morreu outro dia, portanto, depois que eu nasci; 2. Não acredito em reencarnação.
E também não foram grandes obras de sucesso. Foram quatro histórias que escrevi e que talvez na décima eu tivesse aprendido realmente a escrever melhor, mas não tive a chance. A decepção com a corrupção (sim, pirataria é roubo, portanto, também é corrupção), desonestidade, essa sanha pelo querer se dar bem a todo custo, realmente mata, desestimula qualquer cidadão que queira apenas viver sua vidinha simples e pacata e, se possível, deixar “uma marquinha humilde” em um capítulo qualquer de sua história.
Continuarei escrevendo só para mim, sem compromissos. Lerei os livros que me agradar e apoiarei autoras amigas sim, não pelo sucesso ou pela febre, pois tudo isso é efêmero e um dia passa. Mas pelo prazer de ler coisas boas, histórias leves ou reais, mas nada que me faça sentir depressão, pois para esta já tenho problemas de sobra para que venha sem ser convidada.
Enfim, a vida é assim. Um dia após o outro, uma decepção após a outra. O ser humano cada dia mais se transformando em coisa pior mas... AVANTE!
Apenas um pedido final: Entendam, não se trata de retorno financeiro. Falo de RESPEITO. Uma palavrinha tão fácil de exigir quando o seu direito é usurpado, mas a primeira a ser esquecida quando é para violar, apropriar-se indevidamente da propriedade intelectual alheia, entre outras coisas. E... Pessoas, um eBook custa tão pouco!

Edna Guedes

2 comentários:

  1. Oi Edna, infelizmente muitos leitores precisam aprender o sentido de respeito aos novos nacionais. Mas com persistência chegaremos lá. Abraços, Bruna!

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